sábado, 26 de agosto de 2017

AUDIÊNCIA PUBLICA: FONTE ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO MPF-GO



MPF/GO realiza evento e ações em memória dos 30 anos do acidente com Césio 137 em Goiânia

Evento ocorre no dia 12 de setembro no auditório da Procuradoria da República em Goiás
O Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) realizará, no dia 12 de setembro, o evento “Césio 137 – 30 anos do acidente em Goiânia: memórias e reflexões”. O objetivo é resgatar a memória do trágico acidente radioativo ocorrido em 13 de setembro de 1987, apresentar à sociedade toda a atuação do MPF nos últimos 30 anos, além de prestar uma homenagem às vítimas.

Três ações estão programadas para o evento: debate, com a participação de membros do MPF, da professora da UFG, Telma Camargo, de representantes de órgãos públicos e representantes das vítimas do acidente; exposição de artes com obras criadas por artistas pertencentes à AGAV – Associação Goiana de Artes Visuais; divulgação do hostsite criado pelo MPF/GO, contendo o histórico dos acontecimentos e a atuação do órgão ao longo desses 30 anos sobre temas diversos, como danos ao ambiente e à saúde dos atingidos, construção definitiva do depósito do lixo radioativo, pensões e indenizações devidas, responsabilizações de pessoas físicas e jurídicas e assistência à saúde das vítimas.

O Acidente – No dia 13 de setembro de 1987, catadores de lixo encontram, nas antigas instalações do Instituto Goiano de Radioterapia, no centro de Goiânia, um aparelho de radioterapia abandonado. Eles removem o equipamento e o vendem a um ferro-velho, onde foi desmontado, expondo ao ambiente 93g de cloreto de césio-137 (CsCI). Somente em 28 de setembro de 1987, a esposa do dono do ferro-velho leva parte da máquina de radioterapia até a sede da Vigilância Sanitária, quando é identificada a contaminação radioativa. Em 23 de outubro, pouco mais de um mês após o acidente, a criança Leide das Neves (sobrinha do dono do ferro-velho) faleceu em decorrência dos efeitos radioativos, vindo a tornar-se símbolo do acidente.

SERVIÇO

Césio 137 – 30 anos do acidente em Goiânia: memórias e reflexões
Data: 12 de setembro de 2017
Horário: 14h
Local: auditório da Procuradoria da República em Goiás (Avenida Olinda, Edifício Rosângela Pofahl Batista, Quadra G, Lote 02, nº 500, Park Lozandes. Goiânia – Goiás. CEP 74884-120)
Programação:
- Debate
- Exposição artística
- Lançamento do hostsite

Assessoria de Comunicação
Ministério Público Federal em Goiás
Fones: (62) 3243-5454/3243-5266
E-mail: prgo-ascom@mpf.mp.br
Site: www.mpf.mp.br/go
Twitter: http://twitter.com/mpf_go
Facebook: /MPFederal

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Césio 137 - 30 anos


Fonte: Forum Permanente do Acidente do Césio 137
Endereço: Forum@gmail.com

Césio 137 - 30 anos - Forum Permanente


quarta-feira, 5 de julho de 2017

PÁGINA DE SANTOS FRANCISCO DE ALMEIDA



Mais  novidade sobre o césio 137 e outras matérias interessantes,no endereço de página abaixo:

https://www.facebook.com/Santos-Francisco-De-Almeida-1096249693773878/

terça-feira, 25 de abril de 2017

Entidades lançam Fórum Permanente sobre o Acidente com o Césio-137

A Assembleia Legislativa de Goiás realizou na manhã desta segunda-feira (24) uma solenidade de lançamento do Fórum Permanente Sobre o Acidente com o Césio-137. A tragédia que ceifou vidas ocorreu em Goiânia e completa três décadas neste ano de 2017.
A reunião contou com a presença de representantes da Associação das Vítimas do Césio-137 e da Associação dos Contaminados, Irradiados e Expostos ao Césio-137. Também participaram do lançamento instituições parceiras, como a Associação Hibakusha Brasil pela Paz, representada pelo seu diretor, Kunihiko Bonkohara, sobrevivente da bomba atômica lançada sobre a cidade de Hiroshima, no Japão, em 1945. Além de Sérgio Dialetachi, ex-integrante do Greenpeace e expert na questão da energia nuclear e da Articulação Antinuclear Brasileira (AAB).
Coordenador do grupo, o professor Júlio Nascimento explicou que os objetivos do fórum vão muito além de fazer debates sobre os problemas enfrentados pelas vítimas, mas também buscarão lutar por seus direitos. “Vamos analisar a situação atual das vítimas, lutar por direitos como assistência à saúde, remédios e pensões, pois já se passaram 30 anos e já era hora de o Poder Público ter superado as dificuldades que enfrenta para superar esse dano.”
Júlio Nascimento informou que com o reforço de diversas instituições de Goiás, do Brasil e também do exterior, as atividades do Fórum serão levadas até a sociedade por meio de seminários, palestras, visitas dirigidas pelas vítimas aos locais do acidente e, também, através da internet. “Vamos trazer especialistas de outros locais do país e do mundo para pontuarmos mês a mês as atividades relacionadas às questões do césio 137.”
Um dos problemas mais mencionados durante o debate foi a questão do auxílio que as vítimas recebem. Maraes Pereira de Almeida, uma das vítimas da tragédia, tratou sobre a falta de respaldo do Poder Público quanto à saúde dos vitimados. “Tomo uma injeção que custa 500 reais. Não tenho condições financeiras para isso. Dessa forma, fico sem tomar essa medicação. Não temos condições de fazer o tratamento devido a situação financeira. Temos uma pensão do Estado que não chega a um salário mínimo, cerca de 700 reais mensais.”
A representante da Associação das Vítimas do Césio-137 (AVCésio), Suely Lina de Moraes reivindicou do Poder Público maior amparo aos padecentes. “Mesmo após 30 anos, o acidente ainda pode ter consequências gravíssimas para as vítimas”, lembrou.
Ela explicou que a AVCésio tem 1.200 pessoas associadas, sendo que 16 delas recebem R$ 1.560,00 de pensão e o restante recebe R$ 780,00. “Todos temos problemas de saúde e muitos dos médicos não sabem dar diagnóstico para nós. Antigamente, eles davam remédios a todas as vítimas, agora não fazem isso mais e não temos condições de pagar, pois a pensão é mínima.”
Além de problemas financeiros, as vítimas também sofrem problemas sociais, como preconceito. Esse é o caso da filha de Santos Francisco de Almeida, representante das vítimas militares e seus descendentes. Segundo ele, sua filha teve que terminar a escolaridade em uma cidade do interior, e mesmo assim, ainda sofreu discriminação. “Tal perseguição trouxe prejuízos emocionais, financeiros e também intelectuais a minha filha. Mesmo migrando para o interior do Estado ela não consegue ser respeitada como cidadã.”
O lançamento do fórum permanente ocorreu no Auditório Costa Lima da Casa de Leis e conforme a organização do evento, o espaço é aberto à participação de todas as pessoas e instituições que, compartilhando de seus objetivos, queiram somar forças por meio de projetos, experiências, estudos, pesquisas, reflexões, produções artísticas, etc. O e-mail informado para contato é o forumcesio@gmail.com.
Fonte: http://portal730.com.br/politica-e-cidades/entidades-lancam-forum-permanente-sobre-o-acidente-com-o-cesio-137